Não caminhe, corra.

janeiro 14, 2010

Há tempos discutíamos em fazer algo nesse sentido: uma discussão e apresentação de estudos históricos direcionados à esfera da nossa cidade. Esperamos que esse, colocado em prática de ultima hora, seja o primeiro de muitos outros grupos que se formem e que nos faça entender pluralmente como se constrói as relações dentro das cidades em visões diferenciadas. E, consequentemente, termos um maior alcance de ação individual ou como o grupo bicicletada.

Estejam todos convidados à participar.

* se chover muito, adiaremos para outra data.

Bicicletada de Natal

dezembro 10, 2009

E não deveríamos mesmo pensar nossos caminhos diários como uma hora em que podemos nos divertir? Quem gosta de trafegar com medo e indisposição? Se a unica solução que vêm aos olhos significa prender-se dentro de uma bolha que solta fumaça, algo deve estar errado. É hora de pensar em soluções mais amplas e deixar a ditadura e a onipresença das leis dessas criaturas de lado para podermos tratar o termo “sociedade” com mais propriedade.

A Bicicletada não tem líderes de nenhuma espécie. Quem participa dela, participa como um igual. Mas a verdade é que a grande maioria das pessoas que foram as principais organizadoras ou as que “botaram a mão na massa” para fazer com que o movimento Bicicletada em Guarapuava acontecesse acabaram perdendo contato ou se deslocando para outras cidades, se envolvendo em outros movimentos, etc. Resultou que por meses, apesar de esforços, as coisas ficaram praticamente inertes. Mas a poucos dias surgiu, na comunidade do orkut, a idéia de uma nova reunião, justamente numa data em que “os filhos retornam ao lar”. Mais do que um passeio, sempre com o cunho de informar e debater, será também uma oportunidade para quem sabe render mais frutos num futuro próximo. Te esperamos lá. Apareça com boas idéias e alegria.

post e cartaz  por Vinícius

Mudanças no trânsito de Guarapuava.

julho 9, 2009

A rua XV de Novembro em Guarapuava, uma das principais e mais conhecidas ruas da cidade, há cerca de 45 dias atrás, teve suas vias ampliadas. Antes (apenas por pesquisa de memória) tínhamos um calçadão maior, uma via e um lado deixado para estacionamento. Depois a calçada foi diminuída em nome de mais um lado para os automóveis estacionarem. Agora, esse lado do estacionamento foi deixado intacto e o outro foi transformado em via de fluxo. Vale lembrar que há alguns anos, houve uma grande conversa sobre fechar a rua para o fluxo dos automóveis e deixa-la para uso somente dos pedestres, como acontece com a XV em Curitiba. Doce ilusão.

Estive conversando com dois guardas do Guaratran enquanto tirava as fotos para essa matéria, e pude confirmar o que para alguns já está bem claro. “Cidades pequenas não foram projetadas pra essa quantidade de carros que vemos hoje aqui”, disse um dos guardas. Perguntei qual o benefício que uma ação dessas trás na prática, e a resposta foi que o objetivo é melhorar o tráfego, a fluidez dos automóveis que praticamente não andavam mais em horário de pico nessa rua. (Aqui me lembro de uma reportagem que pesquisei para outros fins há tempos atrás de um jornal local que mediu o tempo para se percorrer a pé e de carro toda a extensão da rua, tendo resultados bem semelhantes).

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Sim, de fato, para o motorista o fluxo melhorou mesmo, mas aí caímos na questão principal dessa investigação: e para o resto das pessoas e para a cidade em si, melhorou? Bom, eu não pensaria duas vezes para responder que ou piorou ou não melhorou absolutamente em nada. Mas vamos por partes. Primeiro de tudo, temos a questão dos estacionamentos. Com esse fato de agora, perdeu-se um pouquinho mais das vagas “públicas”, o que valoriza o setor privado de vagas. Um fato curioso que chegou aos meus ouvidos foi o do estacionamento da Catedral Nossa Senhora de Belém. Lá existe um espaço relativamente bom e tem uma localização privilegiada, há muito tempo a Igreja disponibilizava-o no horário comercial para freqüentadores da Igreja, dizimistas, etc. Nos últimos meses, estava sendo “invadido” por carros de pessoas que não tinham ligação alguma com a Catedral e estava superlotando o espaço, além disso, ou com isso, houve relatos de ter havido negociações de automóveis no espaço, de agiotagem, relações sexuais e brigas por vagas que por pouco não viraram notícia policial. A gota d’agua foi um quase atropelamento de uma criança da catequese e então, os Padres resolveram fechar de vez o portão. O que acontece é que assistimos de modo passivo espaços que poderiam servir para moradia ou para atividades culturais, ou mesmo para o comércio se transformar em um campo limpo para as carangas pararem. Afinal, não se pode só fluir sem ter onde parar, e aí a atividade econômica que mais anda dando lucro toma conta e a administração pública faz cara de não ter nada com isso.

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Resumidamente, para os pedestres, eu acredito que não houve mudanças significativas. Talvez o fato dos carros andarem agora um pouquinho mais rápido deixe a via um pouco mais perigosa para a travessia. Já para os ciclistas, acredito que continua o “nosso” corredor e as novas placas de proibido estacionar nos servirão como mais vagas para os cadeados, já que em toda a extensão da rua, não há nenhum bicicletário, nem mesmo particular. Aliás, esse ponto é um fato, que quero acreditar, ser um dia capaz de chamar a atenção frente à prefeitura municipal, já que colocar estacionamentos apropriados para bicicletas no centro não é difícil de projetar, incentivaria o uso da bicicleta, “despoluiria” os postes e placas, etc.

Esse novo paradigma (ou não tão novo) das pequenas e médias cidades verem suas ruas do centro lotadas de automóveis fazendo barulho, ocupando espaços, poluindo, estressando, procurando vagas sem ir à lugar algum e pior, se deparando com as propagandas da redução de IPI à incitar a próxima compra, mexe com a estrutura da cidade em um todo. Você pode pensar: mais taxas para os motoristas faz com que eles pensem duas vezes antes de tirar o carro da garagem, mas não, isso não acontece de modo considerável, pois quando não há políticas para o pedestre, para o ciclista, para o transporte público, nem políticas efetivas de conscientização para um melhor entendimento entre as partes inseridas no trânsito, o que prevalece é o que já é. Não há mudanças quando só se dá valor à parte mecânica. Acho realmente estúpido estarmos vivendo essa época dá um salto tremendo em números de acidentes, de mortes, de engarrafamentos, poluição, etc, e mesmo assim não há olhos para solucionar nada, só olhos para encher o bolso.

Antes de terminar, mais duas notas.

1-     A unica ciclovia de Guarapuava está passando por uma reforma, mas nada que nos faça sorrir. Apenas uma melhora na pavimentação depois de tantos anos e tantos buracos depois, ou seja, já estava devendo essa. Ela continua lá cabendo apenas um ciclista na maioria dos pontos.

2-     Enquanto estamos aqui discutindo os problemas de mobilidade urbana e qualidade de vida, o filho do prefeito, nacionalmente conhecido por assassinar dois jovens em Curitiba com seu carro à 190 km/h, espalhou pelos out-doors da cidade essa mensagem que vocês poderão ver abaixo. E que isso aqui nem soe como provocação, porque quem está sendo provocado aqui, somos nós, não tenha dúvidas.

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post por Vinicius

Ecocídio Marginal

junho 22, 2009

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Essa, e provavelmente mais algumas dezenas ou centenas de árvores foram cortadas para se construir mais pistas de rolamento para automóveis em São Paulo. Já existe durante o trecho cerca de 7 faixas num único sentido, sabemos que se colocarem mais 7 agora, em pouquíssimo tempo elas serão ocupadas pelas máquinas e aí se pensará em fazer mais, e depois mais, e depois mais um pouco, até que não tenha mais nenhuma árvore presente na cidade, ou até que passem com as faixas por cima de nossas casas e não tenha mais moradia na cidade, porque sinceramente, eu não consigo imaginar aonde é que essas pessoas estão indo, ou tentando nos levar.

matéria completa do apocalipse motorizado aqui:  http://www.apocalipsemotorizado.net/2009/06/21/aqui-jaz-uma-cidade/

post por Vinícius

Bicicletada de Maio

maio 27, 2009

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Sábado com novo horário.

Mais informações e discussões à respeito disso na nossa comunidade no orkut. (link à direita do site)

Bicicletada de Abril

abril 22, 2009

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Cartaz feito pelo Thiago.

Dia 25, pessoal! Até lá.

Reportagem na RPC

março 19, 2009

Na ultima edição da nossa bicicletada, participamos de uma reportagem sobre bicicleta como meio de transporte. 

O vídeo foi exibido há um pouco mais de uma semana em Guarapuava e ontem passou em todo Paraná. Segue o link abaixo para assistir:

http://portal.rpc.com.br/tv/paranaense/video.phtml?Video_ID=40787&Programa=bomdiaparana&tipo=

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post por Vinícius

Passeio Noturno

março 12, 2009

Um texto de Rubem Fonseca

Cheguei em casa carregando a pasta de papéis, relatórios, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um olhar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando empostação de voz, a música quadrifônica no quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uísquinho, você precisa aprender a relaxar.

Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde eu gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e os números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer.

Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tinhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu. Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, tirei o meu, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixavam levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capo aerodinâmico.

Saí como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade tem mais gente que moscas. Na Avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era ainda maior.

Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e de blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando de volta para o asfalto.

Motor bom o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelo pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia.

Bicicletada 28/02/09

março 1, 2009

Ainda foi baixo o numero de participantes dessa edição da bicicletada, mas temos a noção que logo isso vai melhorar, pois os alunos das universidades estarão presentes e teremos mais um pouquinho mais de movimentação. Mas enquanto isso, estavámos em um pouco mais de 10 pessoas, e fizemos barulho, distribuímos vários panfletos informativos e educativos. Foi um clima legal. Vale destacar que duas dessas pessoas foram convidadas na hora e nem conheciam a bicicletada, mas foram todo o trajeto junto com nós participando. Isso sempre é bom de ver.

Também participamos de uma reportagem da RPC sobre a bicicleta como meio de transporte em Guarapuava. Ainda não sabemos exatamente quando será exibido. Agradeço à Daiana pelo contato🙂.

Depois que a bicicletada “oficial” acabou, eu e mais 7 pessoas fomos almoçar numa xácara de um amigo, e aí começou uma diversão (e um cansaço) maior. A xácara fica à mais ou menos 8 km do centro da cidade, mas 5 km são de estradas de chão, estradas que seriam o sonho pra qualquer atleta de moutain bike, mas foi quase um pesadelo para várias “cecis” e outras urbanas.

A bike que eu estava usando tem freio de pé e as serras eram realmente íngremes, então o negócio começou à sair fumaça e a vazar óleo do cubo, a mochila enconstou ali e derreteu o plástico haha. Na volta, além de encarar a serra da Guabiroba na sua parte mais chata, a subida, a chuva apertou MUITO e um lamaçal tomou conta de todo mundo, por sorte, nenhum pneu furado nem nada grave, foi uma diversão enorme. Acho que todo mundo se sentiu um pouco mais criança com tudo isso.

O almoço foi delicioso,  as conversas e tudo foi ótimo, só temos à agradecer ao Alex pelo convite.

Até a próxima.

C o n t i n u a m o s  P e d a l a n d o

post por Vinícius

Bicicletada volta às aulas!

fevereiro 25, 2009

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Nada melhor que chegar em grande estilo à escola!😀

Aproveito lembrar das discussões e comentários do ultimo post, obrigado pessoal pela participação. Podemos e devemos  fazer da escola uma grande e importantissíma aliada para mudarmos o amanhã. Fica aqui uma exclamação para levarmos a discussão da massa crítica para alunos e alunas, vamos participar.

Vá de Bike!

post por vinicius


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